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  • Foto do escritorPedro Galvão

Cavalera Conspiracy: Morbid Visions (2023)


Max e Iggor Cavalera são dois artistas que, entre 1985 e 1996, influenciaram em escala mundial - com seus álbuns lançados pelo Sepultura - nada menos que quatro subgêneros do Heavy Metal: o Thrash, o Black, o Death e o Groove Metal. Ainda assim, é comum ver headbangers (incluindo Andreas Kisser) falando que os irmãos só vivem do passado. Na humilde opinião deste que vos escreve, o legado que os Cavalera deixaram para a música pesada já era suficiente na segunda metade dos anos 90.


Max desde que saiu do Sepultura gravou vinte álbuns (pelas bandas/projetos Soufly, Cavalera Conspiracy, Go Ahead and Die, Killer Be Killed) e Iggor não é mais um músico com foco principal no Metal. Portanto, o desejo dos irmãos em relançar o álbum Morbid Visions e o EP Bestial Devastation com melhor produção musical, com os instrumentos soando mais nítidos e reproduzindo exatamente o que eles tinham em mente nos anos 80 é uma ideia que deveria ser facilmente compreendida. Quem faz disso um incômodo, suponho que esteja com a famosa Síndrome do Underground.


Lançado originalmente em 1986 pela Cogumelo Records, Morbid Visions é o primeiro álbum oficial do Sepultura. A regravação do disco pelo Cavalera Conspiracy possui todas faixas originais mais a inédita ‘Burn The Dead’. A arte da capa foi recriada pelo talentosíssimo Eliran Kantor. As novas versões foram gravadas no estúdio The Platinum Underground (Phoenix, Arizona), com John Aquilino responsável pela engenharia de som e Arthur Rizk responsável pela mixagem e masterização.


Esta regravação do Morbid Visions manteve a agressividade e atmosfera se comparado com o LP original, mesmo trazendo uma produção mais moderna. Os vocais de Max soam muito bem, as guitarras estão cortantes e a bateria de Iggor se manteve caótica. A grande maioria dos arranjos foram mantidos, como as linhas vocais e de bateria. Há diferença na duração das músicas e isso se deve ao fato de alguns trechos estarem um pouco mais, um pouco menos, rápidos. Me peguei sorrindo ao escutar as “novas” ‘Troops of Doom’, ‘Crucifixion’ e ‘Show Me the Wrath’. A inédita ‘Burn the Dead’, composta com riffs daquela época, se encaixa perfeitamente no álbum. É a faixa mais rápida, mais curta e com o mesmo nível de brutalidade das demais.


Quem estiver disposto a uma nova experiência, pode escutar sem medo as regravações de Morbid Visions e Bestial Devastation (lançadas mundialmente pela Nuclear Blast, menos no Brasil por questões de licenciamento com a Cogumelo Records). Caso o ouvinte deteste produções musicais modernas e se apegue as guitarras desafinadas e saídas de andamento da bateria encontradas nas versões originais, é melhor ficar distante. Os irmãos Cavalera iniciam os shows de divulgação dos relançamentos no próximo mês de agosto, nos Estados Unidos. A turnê foi batizada de ‘Morbid Devastation’ e completam a banda Igor Amadeus Cavalera no baixo e Travis Stone (Pig Destroyer) na guitarra.

Cavalera Conspiracy - Morbid Visions (Album/2023)


1. Morbid Visions (Sepultura cover) [03:37]

2. Mayhem (Sepultura cover) [03:05]

3. Troops of Doom (Sepultura cover) [03:39]

4. War (Sepultura cover) [04:55]

5. Crucifixion (Sepultura cover) [04:55]

6. Show Me the Wrath (Sepultura cover) [04:53]

7. Funeral Rites (Sepultura cover) [04:53]

8. Empire of the Damned (Sepultura cover) [05:11]

9. Burn the Dead [02:15]


Tempo Total: 37:23

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