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  • Foto do escritorRenan Soares

Resenha: Oomph - Richter und Henker (2023)


Se tem algo que sempre vai impactar uma banda, e principalmente seus fãs, é quando a mesma passa por uma troca de vocalista, ainda mais se o mesmo fundou a banda de questão e tem mais de 30 anos de estrada com ela. Esse foi o cenário que o grupo alemão Oomph, de metal industrial, precisou enfrentar após a saída de Dero Goi, que para muitos, era quem dava toda a identidade para o grupo, completado pelos guitarristas Flux e Crap.


E além de tudo, esse era uma situação nova para o Oomph, que até 2021 fazia parte do seleto grupo de bandas que nunca havia trocado de formação desde a sua fundação, e após confirmarem primeiro álbum sem Dero, e também a entrada do vocalista Der Schulz, muitos não sabiam exatamente o que esperar.


Até que então, no dia 8 de setembro de 2023, é lançado em todas as plataformas digitais o "Richter und Henker", décimo quarto álbum de estúdio do Oomph, e sucessor do "Ritual" (2019), sendo esse também o segundo trabalho lançado sob a gravadora Napalm Records.


Antes de tudo, quem conhece mais a fundo a discografia do Oomph sabe que eles sempre foram uma banda que gosta de variar bastante a sonoridade de um álbum para o outro, soando as vezes mais agressivo, as vezes mais cadenciado, as vezes mais suave, e por ai vai. Basta comparar discos como o "Monster" (2008), "Plastik" (1999) e o próprio "Ritual" (2019) que isso fica bastante claro, inclusive com o Dero Goi se utilizando de timbres de voz completamente diferentes em cada trabalho.

Dito isso, no "Richter und Henker" o Oomph optou por uma sonoridade mais cadenciado, matendo o peso, mas bem menos agressiva em comparação ao antecessor "Ritual", e nem coloco a "culpa" disso na entrada do Schulz, pois imagino que eles iriam por essa linha mesmo se o Dero ainda permanecesse na banda, da mesma forma que os elementos mais "industriais" foram usados de formas mais sutis.


Apesar de ter algumas músicas mais “enérgicas”, como “Wem die Stunde schlägt”, “Soll das Liebe sein?” e “Schrei nur schrei”, boa parte do álbum são músicas mais cadenciadas, e as vezes até mais suaves. Inclusive, os próprios vocais do Schulz são mais suaves em comparação aos do Dero, que adorava se utilizar bastante de drives e de timbres mais graves.


Apesar do estranhamento inicial em não ouvir a voz do Dero, o Schulz (e toda a banda em geral) fez uma ótimo trabalho nesse novo trabalho do Oomph. Talvez faltando um bom tempero em alguns momentos? Sim, mas nada que tire a qualidade das músicas. E confesso, que fica até mais fácil aceitar o Schulz quando lembro das razões que fizeram Dero sair do Oomph.


TRACKLIST


01 Wem die Stunde Schlägt 02 Richter und Henker 03 Soll das Liebe Sein? 04 Nur Ein Mensch 05 Schrei nur Schrei 06 Nichts wird mehr Gut 07 Sag Jetzt Einfach Nichts 08 Es ist Nichts, Wie es Scheint 09 Wo die Angst Gewinnt 10 All die Jahre 11 Wut (feat. Joachim Witt) 12 Ein Kleines Bisschen Glück



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