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  • Foto do escritorPedro Nogueira

Uma resenha por dia:#4 Kreator-Endorama




Kreator foi uma daquelas bandas que comecei a gostar na adolescência por causa do peso e agressividade, “Endless Pain”, “Pleasure To Kill”, “Terrible Certainty” e outros álbuns do Kreator foram influencia para o metal extremo, mas durante a década de 90 o quarteto alemão decidiu fazer algo mais experimental, algo mais puxado para riffs cadenciados e até um pouco de industrial, alguns desses álbuns foram aceitos e outros não. Endorama é um deles. Eu sempre ignorei o álbum, ouvia uma coisa ou outra, então decidi fazer uma resenha dele, assim eu presto mais atenção e com mais foco.

Golden Age eu comecei gostando logo de início, ela tem um riff thrash com uma mistura de Paradise Lost.

Endorama eu já conhecia e sempre admiti que gostava dessa faixa, eu gosto do riff início, e a música cresce no refrão que é chiclete pra caralho ele continua ecoando na cabeça.

Shadownland eu fiquei surpreso com duas coisas nessa faixa a melodia de rádio que traz o riff de início e como depois ela se torna uma faixa thrash pesada, mas ela quebra e volta para melodia no refrão. (possível faixa favorita do álbum)

Chosen Few se eu falar que odiei essa faixa eu estaria mentindo, ela é INCRIVEL, ta essa deixa o thrash de fora e traz mais pegada pop com um pouco daquilo que Paradise Lost e Katatonia estava fazendo, mas achei uma faixa gostosa de ouvir. Obviamente os fãs mais puristas não gostam dela por causa disso, mas ela tem seu mérito.

Everlasting Flame segue a mesma formula da faixa anterior, só que com menos uso de distorção e um abuso de sintetizadores, e nesse ponto eu estava me convencendo que Endorama é um álbum incrível e injustiçado. Essa letra me chamou atenção, pelo fato de ter uma reflexão sobre a vida, fala sobre uma pessoa que vai envelhecendo e sendo consumida pelo mundo material.

Passage To Babylon, uau vocês achavam que Metallica tinha ficado pop, essa faixa é possivelmente a mais pop que já ouvi uma banda de metal fazer, a linha de baixo junto com bateria e sintetizadores cria uma atmosfera dançante e a guitarra acaba trazendo tons melancólicos, e por algum motivo eu gostei disso.

Future King bom tudo que eu poderia falar sobre ela é o mesmo que a faixa Chosen Few, isso também mostra que Endorama é um álbum simples, que apesar de ser diferente dos anteriores do Kreator ele segue uma mesma formula por todas faixas, mas uma formula que da prazer em ouvir.

Entry é um curto instrumental com pianos e sintetizadores, ela me fez lembrar os primórdios do Dimmu Borgir, uma atmosfera fria e melancólica, mas ela faz ponte que a seguinte faixa, Soul Eraser que traz um retorno para era Thrash, não aquele Thrash agressivo e desenfreado do Pleasure to Kill, mas para um Thrash mais trabalhado da era do Coma Of Souls e não é de menos pois a letra também traz a tradicional visão do Kreator em relação governos ditatoriais.

Willing Spirit e Tyranny (essa ultima encerra o álbum) eu não tenho muito o que falar, como disse a esse ponto eu já tinha uma opinião formada pelo álbum em geral e elas seguem mesma formula apresentada nas faixas anteriores.

Pandemonium por outro lado me surpreendeu pois é mais uma faixa que traz de volta thrash metal, mas com um toque de Iron Maiden, sério eu senti pelo menos no riff inicial um toque de fraseado de Iron Maiden, e Kreator tentou seguir formula que foi usada na faixa “Phobia” que foi lançada no álbum Outcast, que é uma das poucas faixas que a banda toca dessa fase mais experimental.

Eu tenho que admitir que eu fiquei boquiaberto com esse álbum e que me arrependo de não ter dado mais atenção das vezes que tentei ouvir. Muitos falavam que esse álbum foi tentativa de fazer algo para chamar atenção de novos fãs e se vender para massa, mas não acho que seja isso, ela soa honesto, os membros do Kreator sempre foram mente abertas e da para sentir que eles colocaram influencias antigas como eu disse, algumas faixas soam como Iron Maiden e o velho Kreator, mas eles estavam ouvindo coisas que na época eram novidade como Paradise Lost, Katatonia e até mesmo Dimmu Borgir, então eles quiseram fazer algo novo pra eles, diferente do Metallica e Megadeth que fizeram forçadamente álbuns para agradar a massa que foi caso do Reload e Risk.




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