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  • Foto do escritorPedro Nogueira

Uma resenha por dia: #2 Megadeth-Risk



Esse é a segunda resenha do quadro “1 álbum por dia”, o qual eu me desafiei fazer resenha para o mês inteiro de Abril. A resenha anterior foi New Tattoo do Motley Crue e eu surpreendentemente acabei gostando do álbum, principalmente pelo fato deles ser considerado um dos álbuns ruins do MC. Por isso eu decidi dar uma chance de ouvir Risk da banda Megadeth, lançado em 1999 e distribuído pela Capitol Recrods, é considerado o pior álbum de todos lançado pelo grupo norte-americano. Será, eu fiquei nessa dúvida, será que é ruim ou é apenas implicância? Eu nunca ouvi esse álbum, eu sou fã do Megadeth desde os 11 ou 12 anos, mas eu sempre o ignorei por causa dessa reputação.

Insomnia, bom, essa música tem pegada, e eu acabei gostando, fora do thrash metal como esperado, com um toque de industrial e eletrônica, não achei ruim para abrir um álbum, mas é, realmente Megadeth é capaz de fazer melhor, o refrão “insomnia nia nia nia nia nia” acaba soando meio chato e repetitivo, mas em geral a música é boa.

Prince Of Darkness, essa música começa com uma intro que dura quase 2 minutos trazendo uma pegada sombria, com a bateria crescendo cada vez mais enquanto Mustaine fala sobre um se que traz morte, destruição sem piedade daqueles que passam por seu caminho, e quando a intro acaba, então eu tive uma decepção, eu esperava um riff pesado ou algo do tipo, mas o que recebi é um riff básico, estilo Ac/Dc, mas com um pouco mais de distorção, só no meio da riff que temos um riff groovado que é um pouco legal de se ouvir mas acaba sendo repetitivo.

Enter The Arena é apenas uma faixa de introdução para faixa seguinte “Crush ‘Em” e meu deus, eu achava que essa faixa seria boa, pois ela foi lançada como single, mas não, ela é apenas chata igual as anteriores, sabe, eu entendo, essa faixa tentou soar minimalista com toque de pop, Siouxsie And The Banshees fez isso perfeitamente em muito de seus álbuns, mas nesse caso do Megadeth soa tão sem vida e sem inspiração alguma.

Breadline, eu gostei da letra da música, ela conta uma triste estória de um homem que perdeu tudo, mas não posso dizer que gostei do instrumental, ela soa como Bon Jovi country e tenta trazer aqueles clichês de refrão chiclete, mas para uma letra tão triste o refrão traz um ritmo animado demais.

The Doctor Is Calling nesse momento eu desisti de esperar algo do bom do álbum, pra falar a verdade eu quase desisti de ouvi o resto do álbum, a esse ponto já tenho material suficiente, para opinar sobre ele, mas alguns poderiam achar injusto não ouvir álbum inteiro, então para evitar fadiga eu continuei...

...me arrependo de ter dado play nesse álbum, “I’ll Be There”, o título mais clichê de pop rock e musica comercial, então não esperava grande coisa, e ainda bem que fiz isso, pois é só mais uma musica tediosa e sem emoção alguma.

Ouvir resto do álbum foi uma batalha, um teste de resistência, mas eu cheguei até o final, eu cheguei num ponto que eu desisti até de ler as letras, pois eu só queria que acabasse, eu só queria sair desse pesadelo, pelo menos a faixa de encerramento Time: The End é boa, apesar de curta. Ok muitos vão pensar “a mas é um álbum ruim, todo mundo sabe disso”, bom quando eu ouvi “A New Tatoo” do Motley Crue eu dei de cara com um bom álbum, divertido e sólido, e que muitos tem implicância por preconceito de ser álbum dos anos 2000 e não ter o Tomy Lee, então eu achei que seria uma boa dar uma chance para Risk.

Risk não é ruim por ser ter tentado algo diferente, e sim por ser chato, sem alma, sem vida e sem nenhuma inspiração, passar Minoxidil na minha cabeça e observar se meu cabelo cresce é mais divertido do que ouvir esse álbum. Eu decidi pesquisar mais sobre álbum e descobri que produtor foi Dann Huff, ele trabalhou com artistas como Billy Ray Cyrus, Mariah Carey e Céline Dion, isso explica o pop e o country desse álbum, mas mesmo assim são artistas bons dentro de seu nicho, eu acho. O caso do Megadeth foi algo forçado, Martyn Friedman quis fazer algo mais pop e menos pesado, Dave Mustaine disse que Lars Ulrich o aconselhou ser mais arriscados nas composições e juntou com a ideia do empresário da banda tentar fazer algo que “fizessem seus outros contemporâneos baterem a mão na cabeça e dizerem porque nós não fizemos isso”, acho que o resultado foi diferente acho que outras bandas ouviram e pensaram “ainda bem que não fizemos isso”. Risk eu tenho um titulo melhor que tal “SHIT”, é faz mais sentido, Dave Mustaine deveria ser preso por ter feito esse álbum, eu preferia levar um chute no meio das pernas do que ter que ouvir esse álbum de novo, eles deveriam fazer igual fizeram com jogo do E.T. pro Atari 2600, pegar todas as cópias e enterrarem em um deserto.



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