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  • Foto do escritorPedro Nogueira

Uma resenha por dia:#1 Motley Crue -New Tattoo



Eu, Pedro Henrique Nogueira me desafiei em fazer 30 resenhas para postar uma por dia no mês de Abril. Mas eu decidi ir além, seria muito fácil eu pegar resenha de um álbum que eu gosto e de uma banda que eu gosto e fazer resenha dele. Então eu decidi puxar um pouco, que tal resenhar álbuns ruins de bandas que eu gosto e de bandas que eu não gosto, ou talvez uma banda que eu nunca tenho escutado. Mas além disso, eu tive total liberdade de fazer algo menos imparcial. Algumas resenhas eu terão comentários do tipo “eu estava desistindo de ouvir esse álbum pois eu não aguentava mais de tão ruim que ele é” ou “eu fiz essa resenha de madrugada e admito que quase dormi no meio dessa faixa”.

Eu devo admitir foi uma boa experiencia, conheci muita coisa boa, descobri que gosto de alguns que a maioria não gosta e virei fã de bandas que antes eu ignorava.

O primeiro que resenhei foi “New Tatoo” da banda Motley Cure, lançado em 2000 e distribuído pela Motley Records. Eu o escolhi por ser um álbum sem o Tomy Lee, que foi substituído por Randy Castillo, e alguns falam que ele é ruim, então decidi conferir isso, é um álbum que os fãs não gostam e sem um membro importante. Além disso, eu não gosto muito de Motley Crue, os dois primeiros álbuns são legais, mas de resto só uma coisa ou outra, bom pelos na minha opinião.

Hell On High Heels é a faixa que abre o álbum e para minha surpresa eu gostei dela e fui levado pela vibe da música, logo no início eu já sabia que seria uma musica simples com poucos riffs e mudanças, a letra é sobre uma garota de programa que pelo visto gosta de praticar BDSM, e para falar a verdade fui surpreendido pelos caras do Motley Crue abordarem o tema, mostrando que a garota só faz isso por precisar de dinheiro e não de uma forma objetificada igual faziam nos anos 80.

Treat Me Like The Dog That I Am, mais uma vez me pego surpreso por gostar da vibe da música, dessa vez o riff contém mais palhetadas que musica anterior e durante um breve momento o instrumental passa por uma quebra de ritmo, de novo a letra aborda BDSM, parece que alguém tava curtindo uns roles Dominatrix.

A faixa titulo já mostrou uma pegada mais calma de baladinha, eu sou ambíguo quanto a isso, algumas musicas nesse estilo eu realmente gosto e outras eu realmente acho um tédio, essa eu não achei tão ruim, mas pelo fato da letra ter feito eu dar risadas, um homem que chega bêbado em casa e se desculpando, mas que precisa mostrar para esposa/namorada sua nova tatuagem, que é a sua companheira, mas não especifica se é rosto da pessoa ou nome, eu achei isso engraçado pra caramba, é muito coisa de moleque de 18/19 anos emocionado que fica bêbado e fala “eu amo ela eu vou tatuar nome dela no meu braço.”

Dragstrip, ouvindo essa faixa eu já entreguei e aceitei que eu estava gostando de um trabalho do Motley Crue mais do que normal, por algum motivo, mas essa musica tem algo a mais, acho que possivelmente seja a mais pesada do álbum, eu acho que a música fala sobre uma stripper que é dragqueen, eu não sei, eu não entendi direito para ser sincero.

1st Band on The Moon, essa me surpreendeu por seguir uma linha mais Groove, sabe tipo Pantera ou Machine Head, mas no estilo do Motley Crue obviamente, sem agressividade, e devo confessar que essa letra é bem de tiozão “algo de errado com garotas dessa geração”, “eu quero ir para um lugar que queira arena rock”, pelo visto alguém não aceitou que não está mais nos tempos de glória e que as coisas mudam.

Shee Nees Rock N Roll, ok eu ouvi Motley Crue tocando um riff de grunge ou algo parecido com o que estava sendo feito no final dos anos 90 e inicio dos anos 2000, mas de novo ainda no formato deles, mas pelo menos musicalmente eles tentaram seguir em frente.

Punched In The Teeth With Love, voltamos pro tradicional do Hard Rock, mas ainda continua bem, nada nesse ponto pode me pegar de surpresa, já peguei a formula do álbum e aceitei que gostei, acho que não teremos nada de novo para falar.

Hollywood Ending, outra baladinha, mas com letra um pouco mais séria, talvez, tem um pouco de romance na letra frases do tipo “Você não precisa partir, você poderia ter sido estrela do meu show a qualquer momento”. Mas se olharmos bem vai além disso, ela fala sobre como a vida não é como nos filmes em que tudo acaba bem. UAU, MOTLEY CRUE REFLETINDO SOBRE A VIDA E EU ACEITEI QUE GOSTEI DE UM ÁLBUM DELES. “Charlie o mundo não é mais o mesmo”

Fake trouxe um riff pesado e groovado, bom de novo algo que para mim é inédito de ver num álbum do MC, mas o que me surpreendeu mesmo é a autocritica que eles fizeram nessa letra, sem ironia, eles fizeram autocritica sobre atos passados, uso de drogas, atitudes inconsequentes, vida de luxo e dinheiro, eles se chamam de falsos e bastardos.

Porno Star, eu achei que seria mais uma musica de hard rock, mas ela tem uma pegada mais punk, melódico, mas saiu do hard rock, um pouco, muitos devem estar pensando “Porno Star, típico da banda”, eu pensei a mesma coisa, mas na verdade, essa musica parece ser mais uma critica ao sites pornográficos e pessoas que se viciam no material. Será, MC com consciência.

Esse é o dia em que os céus ficou escuro, fogo caiu do céu, crateras se abrirão durante várias partes do mundo, sinais do fins do tempos, esse é maldito dia em que eu ouviu um álbum do Motley Crue e gostei e acabei concordando uma letra deles, por interpretar como uma letra crítica. LET THE APOCALYPSE BEGIN

A faixa de encerramento é um cover da banda The Tubes, “White Punks on Dope”, é White e Punk em uma mesma frase, parece encrenca, mas permitam-me a dar uma pequena aula de inglês, a palavra “punk” nos Estados Unidos é utilizada de forma informal para descrever uma pessoa sem valor, e a letra ridiculariza pessoas ricas que acham que podem fazer de tudo só pelo fato de terem dinheiro, mais uma vez isso cheira autocritica, eu gostei da música.

Bom eu gostei do álbum, ele é sólido, não apresenta nada de novo, talvez em alguns momentos e outros, o que realmente me chamou atenção foi maturidade em algumas letras. Ao meu ver a implicância que as pessoas tem com esse álbum é pelo fato dele ter sido lançado nos anos 2000, pois muitos fãs do MC tem essa visão que a banda morreu depois do “Dr.Feelgood, mas se ele fosse lançado em 1988 as pessoas diriam que é melhor da banda, sinceramente eu achei ele melhor que “Girls Girls Girls”.




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