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  • Foto do escritorPedro Nogueira

Satyricon um álbum injustiçado por ser honesto



Satyricon é uma das bandas mais importantes da segunda onda do Black Metal, foi uma das primeiras do gênero a fazer um som atmosférico incorporando guitarras acústica, sintetizadores e com mudanças repentinas. No final da década de 1990 o grupo começou fazer músicas mais simples com refrão mais elaborados e até mesmo “chiclete”, fugindo da sua sonoridade habitual. Mas em 2013 eles lançaram o álbum autointitulado, que é considerado por muitos o pior álbum deles. Mas, talvez, não seja pior álbum, talvez seja apenas mal compreendido.

Eu admito que quando o álbum saiu em 2013 eu não dei muita atenção, mas 10 anos depois, aqui estou falando de um álbum que ignorei por tanto tempo.

Obviamente logo na primeira faixa já dá para notar uma sonoridade bem mais limpa que os outros álbuns, as guitarras contêm pouca distorção, e o ritmo das músicas é bem menos acelerado e contém bem mais melodia que os álbuns anteriores. O Satyricon quis fazer nesse álbum algo bem mais no estilo Avant-Garde, lembrando o álbum “Heritage” do grupo sueco Opeth.

A maior surpresa do álbum é faixa “Phoenix”, a qual conta com vocais limpos de Sivert Hoyem, e ela soa como uma forma moderna de Johnny Cash, e além disso, essa é uma das faixas mais contagiantes do álbum.

Agora vamos falar da segunda metade do álbum, a é, esqueci de falar, o álbum é “dividido” em duas partes, a primeira como disse, é mais Avant-Garde e menos pesada, já a segunda, aqui temos Satyricon com sonoridade mais pesada. Não é aquele Black Metal sujo, mas é aquele Satyricon pós anos 2000 que os fãs já estão acostumados, algumas faixas como “Ageless Northen Spirit” e “Walker Upon The Wind” tem uma pegada mais estilo da banda 1349, a qual Frost é também é baterista. “The Infinity Of Time And Space” é a faixa mais longa do álbum ela mescla a pegada Avant-Garde da primeira parte do álbum com uma sonoridade Black Metal.

A sonoridade do álbum Satyricon para os fãs mais puristas é obviamente desagradável, ele é distante do som pesado e sujo que o grupo norueguês fazia nos anos 90, mas olhando de uma perspectiva geral, em termos de musicalidade, é um excelente álbum. A primeira parte pode ser bem desagradável até para os fãs do Satyricon moderno, porém são faixas que contém uma sonoridade profunda, é um álbum honesto com influencias que fazem parte de um rock mais clássico e progressista das décadas de 1960 e 1970.



Tracklist:

1-Voices Of Shadown

2-Tro Og Kraft

3-Our World, It Rumbles Tonight

4-Nocturnal Flare

5-Phoenix

6-Walker Upon The Wind

7-Nekrohaven

8-Ageless Northen Spirit

9-The Infinity Of Time And Space

10-Natt

Banda

Satyr-Baixo, Guitarra, teclados e Vocal

Frost-Bateria

Musico Convidado: Sivert Hoyem-Vocal

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