• Renan Soares

Resenha: The Raven Age - Exile (2021)


Dois anos após o lançamento do segundo álbum "Conspirancy", em 2019, esse ano finalmente a banda britânica The Raven Age (que tem George Harris, filho de Steve Harris, na guitarra) liberou um novo trabalho, sendo o mesmo intitulado de "Exile".


Apesar de ser um trabalho com 11 faixas, este ainda não é o terceiro disco da banda, se tratando mais de um compilado com duas inéditas, cinco versões alternativas de músicas já lançadas, e quatro versões ao vivo.


O trabalho começa com as duas inéditas "No Man's Land" e "Wait For Me", que são duas baladas, gravadas em uma pegada "eletro-acústica". Ou seja, é tocado em sua grande parte com instrumentos com sonoridades limpas, mas tendo também momentos onde a distorção da guitarra e utilizada, a exemplo do solo de "No Man's Land".


Mas mesmo se tratando de músicas leves, a potência vocal e talento de Matt James consegue cativar muito bem o ouvinte, e expressar o sentimento necessário para a canção.


Nas versões alternativas, o The Raven Age apresentou versões acústicas de canções presentes nos dois primeiros álbuns "Darkness Will Rise" (2017) e "Conspirancy" (2019) com pequenas alterações em seus títulos. São as faixas em questão "Fireflies" (Grave of the Fireflies), "As the World Stood Still" (The Day the World Stood Still), "A Look Behind The Mask" (Behind The Mask), "Dying Embers" (The Dying Embers of Life) e "Hold High the Fleur de lis" (Fleur de lis).


Confesso normalmente não ser um fã de "versões alternativas", mas pelos mesmos motivos citados na parte das inéditas, essas aqui me pegaram de jeito por tamanha perfeição em suas execuções. Principalmente as faixas "Fireflies" e "As the World Stood Still", por serem músicas que estão originalmente no álbum "Conspirancy", que é um disco que pessoalmente tenho um enorme apreço (e só não menciono a 'Hold High the Fleur de lis' pela mesma não ter sido novidade, já que essa versão foi 'bonus track' do 'Conspirancy').


E para os que estavam sentindo falta de peso no "Exile", o mesmo finalmente vem nas versões ao vivo das faixas "Seventh Heaven", "Angel In Disgrace", "Surrogate" e "Forgotten World", onde o ouvinte consegue sentir um pouco da energia da banda em palco, mesmo que apenas por meios auditivos.


O "Exile" pode ainda não ser o novo álbum que esperamos do The Raven Age, mas o mesmo já da um gostinho daquilo que eles possivelmente ainda tem guardado na gaveta, só esperando a chance de ver a luz do dia.






TRACKLIST


01 No Man's Land 02 Wait For Me 03 Fireflies 04 As the World Stood Still 05 A Look Behind the Mask 06 Dying Embers 07 Hold High the Fleur de lis 08 Seventh Heaven (ao vivo) 09 Angel in Disgrace (ao vivo) 10 Surrogate (ao vivo) 11 Forgotten World (ao vivo)

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