• Renan Soares

Resenha: Godhound - Refueled (2022)


Após 12 anos de atividade, na última sexta-feira (12/08), a banda potiguar Godhound finalmente soltou em todas as suas plataformas digitais o seu primeiro álbum completo, intitulado "Refueled". Anteriormente, o grupo tinha em seu catálogo apenas dois EPs, sendo esses o "Godhound" (2012), e o "God Above... Hound On The Road" (2013).


Apresentando um Hard Rock pesado e sujo, a Godhound mostrou muita competências nas oito músicas do álbum, com uma mixagem muito bem trabalhada, valorizando o peso das músicas, e também o vocal com drive de Kael Freire, que solta uma voz bem característica do estilo, mas com bastante controle daquilo que está fazendo.


O álbum é bastante linear, é pesado do início ao fim, mas mantando o meio termo entre o "frenético" e o "cadenciado", proporcionando uma audição fácil para todas, principalmente por conta da sua curta duração e estrutura musical simples, aplicando na prática a frase "menos é mais".


É perceptível que a banda tem fortes influências sonoras do Matanza, imagino que não foi a toa que o Jimmy London em pessoa foi convidado para participar da faixa "Deathmasker Trucker", mostrando o quão similar a voz do gigante irlandês é em relação a de Kael.


Sendo assim, com uma sonoridade bem simples e característica, o "Refueled" do Godhound, é até o momento, o melhor lançamento nacional de 2022 que eu ouvi.



TRACKLIST


01 Gravestone 02 Diesel Burner 03 Warriors 04 Jack The Lumber 05 Deathmask Trucker (feat. Jimmy London) 06 Rockin' Spirit 07 Open Letter 08 Takeover

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