• Renan Soares

Matanza Ritual: "ver que nossa música tocou uma pessoa, essa é a droga mais potente do mundo"

Anunciado no início de 2020, o Matanza Ritual, projeto composto por Jimmy London, com o intuito de reviver o legado da banda que o consagrou, finalmente pode ir para a estrada em 2022 após a pausa ocasionada pela pandemia da Covid-19.



Além de Jimmy, a banda também conta com Antônio Araújo (guitarra). Felipe Andreoli (baixo) e Amilcar Christopharo (bateria), grandes nomes do metal nacional. E o último, que também é baterista do Torture Squad, concedeu entrevista ao canal Bloody Mary falando sobre a atual turnê do Matanza Ritual.


Confiram:


CBM: Como surgiu o convite para tocar no Matanza Ritual?


Amilcar: Foi entre 2018 e 2019, recebi uma ligação do Jimmy quando estava em Santa Catarina com o Torture Squad me convidando, falando que ele estava pensando em remontar a banda, e pensou em mim como batera para a banda. E eu fiquei super lisonjeado e aceitei o desafio.


CBM: Qual a diferença de tocar as músicas do Matanza e as músicas do Torture Squad?


Amilcar: A grande diferença certamente é o fato que o Torture Squad exige mais, por ser uma banda de metal extremo, no Torture eu toco Thrash Metal, com blast beat, uso os dois bumbos mantendo uma levada, então exige mais com certeza. Porém, as músicas do Matanza também tem uma energia muito grande, com a influência de Country Music, com levadas de caixa, Hardcore. Cada estilo exige de uma forma, e eu adoro pegar esses desafios. Na bateria sempre me interessei pelo lado versátil da coisa, sempre tentei tocar todos os estilos que eu gosto e ir atrás disso, acho que isso fez eu ter uma facilidade para entender as levadas das músicas do Matanza.



CBM: Qual a expectativa para a nova parte da turnê do Matanza Ritual?


Amilcar: A expectativa é grande, porque é expectativa de shows legais, com público bacana, do jeito que tem sido, com os fãs do Matanza curtindo ali as músicas com maior energia. A expectativa é encontrar mais uma vez esses fãs com a energia grande para ver a banda.


CBM: Como sabemos, essa turnê do Matanza Ritual era para ter acontecido em 2020, mas foi adiada por dois anos por conta da pandemia. Isso afetou muito a preparação dos integrantes para a turnê?


Amilcar: Na verdade, pelo fato de ter demorado mais houve um lado bom, que foi ter mais tempo de pegar as músicas, de ficar mais confortável com elas. Eu aproveitei ao máximo isso, de tempos em tempos ir passando o repertório, setlist que o Jimmy tinha montado, que tinha ali 30 músicas, e que faz mais ou menos parte do setlist que estamos tocando. Ele escolheu 30 músicas, mas a gente tá tocando umas 25, então tinha umas que não iam entrar. Porém, eu acho que o tempo da pandemia serviu para a gente abraçar ainda mais as músicas e com certeza isso foi benéfico, porque a gente já entrou em turnê com as músicas na cabeça, tínhamos tocado muito elas sozinhos antes de ensaiar com os caras. Então esse foi um lado bom.


CBM; Recentemente, vocês lançaram a faixa "Sujeito Amargo", há outras músicas inéditas para serem lançadas sob o nome do Matanza Ritual?


Amilcar: Sim, há outras músicas inéditas sim. Tem muita música composta pelo Jimmy, pelo Antônio, também compus uma pensando no estilo do Matanza, já dei na mão deles e tá ali na gaveta. O Antônio e o Jimmy são uma duplinha bem entrosada, então eles estão compondo bastante músicas, chegamos a tocar algumas delas, fizemos algumas prézinhas. E a ideia é ir compondo e lançando singles, até o momento em que entrarmos em estúdio para gravar um disco.



CBM: Você acompanhava o Matanza antes de surgir o Matanza Ritual?


Amilcar: Na verdade não tanto. Eu conhecia o Matanza, eu cheguei a tocar com eles em festivais com o Torture Squad, mas dificilmente trombava muito, porque apesar de alguns shows a gente se encontrar, como em um festival em Cabo Frio no Rio de Janeiro, muitas vezes cada banda ficava em seu lado, e isso acontecia bastante. Então, não acompanhei tanto, mas sabia da existência da banda e o quão grandiosa era com os fãs, vi todo o crescimento.


CBM: O que os fãs que vão nos próximos shows podem esperar?


Amilcar: Os fãs podem esperar o que a gente tem entregado no palco, a gente tá tocando com maior alegria, maior energia, feliz de está ali. Todo mundo está feliz de estar ali, tanto de estar ali com o Jimmy entregando as músicas e vendo que os fãs estão curtindo, é muito legal ver os fãs curtindo a música, o como eles gostam do Matanza e do Jimmy, e fico feliz de entregar isso com honestidade no meu instrumento, assim como o Felipe e o Antônio também. Então a gente estar se divertindo muito ali, todo mundo se gosta ali, todo mundo estar se divertindo, e acho que essa diversão transparece para o público que vai assistir o show, que é uma diversão com muita energia e respeito. Além da musicalidade, faz mais de 30 anos que toco batera, os outros também, temos praticamente a mesma idade, então está todo mundo com o mesmo tempo de instrumento. Então está todo mundo sabendo o que tem que fazer, então a gente se diverte muito, um grande clima bacana, e é isso que os fãs podem esperar da gente.



CBM: Como é a sensação de tocar para a plateia de uma banda tão consolidada como o Matanza?


Amilcar: É legal, com certeza, é muito legal ver o semblante das pessoas quando está curtindo o som, quando está cantando as músicas, sentindo a energia ali, abrindo as rodas, cantando junto, e depois do show quando a gente atende as pessoas, ver o quanto elas gostam do Jimmy, o quanto a banda é importante para elas, com as pessoas aparecendo com tatuagens, falando de letras, e isso é muito legal. Eu acho que cada um de nós, eu com o Torture, o Felipe com o Angra e Antônio com o Korzus, a gente com as nossas bandas sabe como é isso, a gente ver que sua música tocou uma pessoa, essa é a droga mais potente do mundo e que você nunca vai querer largar, essa é a verdade. Então vejo muito isso com os fãs do Matanza em relação ao Jimmy, de como eles gostam de passar isso para ele, o como a música de banda faz bem para eles, e como mudou suas vidas de algumas forma.


CBM: Qual a mensagem que você deixa para os fãs?


Amilcar: Minha mensagem para os fãs do Matanza primeiro é que, vocês são demais, e que a gente está feliz de poder estar no palco junto com o Jimmy para entregar toda a nossa vontade ali, nossa energia de tocar as músicas que vocês querem escutar, e agradecer a todos que estão vindo nos shows e que vão comparecer aos shows.



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