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  • Foto do escritorPedro Nogueira

Marduk aposta em letras fúnebres e niilista, e composições mais maduras em novo álbum



Marduk é um dos nomes mais importantes do black metal mundial, desde de seu primeiro álbum “Dark Endless” o grupo sueco conquista cada vez mais os seus fãs, e a cada álbum lançando os fãs ficam cada vez mais impressionados, alguns podem ser considerados melhores que outros, mas nenhum desagradou os fãs, nem mesmos os de sua fase mais crua como “Heaven Shall Burn” ou “Nightwing”. Nesse dia 1 de setembro de 2023 foi lançado o 15° álbum da banda “Memento Mori”, com lançamentos dos singles “Blood Of Funeral” e “Shovel Beats Sceptre” já foi mostrado que o grupo não iria decepcionar os fãs, mas sempre fica aquela dúvida, será que o álbum todo será bom, será que a banda pode ter estagnado numa sonoridade clichê ou pode haver algo fora da caixinha, o que é comum até para bandas de black metal.

A faixa título é a que abre o novo álbum com letras mais fúnebres do grupo sueco, ela já mostra um nível de musicalidade que se pode esperar dos veteranos do black metal, “The Heart Of Funeral” é a faixa mais curta do álbum, logo ela acaba sendo mais direta e grossa, com refrão seguido por um riff de escala de semitons que eleva a tensão, estilo Hellhammer. A faixa “Blood Of The Funeral” não tem muita diferença do que já conhecemos do Marduk, mas durante os últimos momentos temos a presença de trompa, a cada frase das penúltimas estrofes a trompa é soprada e isso deu um toque nefasto na música, como se algo ruim fosse acontecer a qualquer momento. “Shovel Beats Scpetre” já uma faixa para dar uma brecada na brutalidade, ela segue um lado mais arrastado, mais ritmado, sem blast beats e riffs tremolo. “Charlatan” é uma das poucas faixas do álbum com tema religioso, ela é dividida, alguns momentos são rápidos cheios de Blast Beats e outros com riffs e batidas mais ritmadas, e é uma das faixas com linha baixo mais melódica do álbum.

“Coffin Carol”, “Marching Bones”, “Year Of The Maggot” e “Red Tree Of Blood” seguem a linha de black metal padrão, mas com toques de maturidade, alguns riffs são poucos mais técnicos, existem presença de instrumentos fora do metal tradicional, então são faixas que ainda podem surpreender os fãs do Marduk. A faixa de encerramento é “As We Are” ela segue uma linha totalmente de Doom Metal, ela é uma das poucas faixas de toda discografia do Marduk que contém solo de guitarra e sintetizadores, e ela também conta com vocal adicional do falecido vocalista do Entombed L.G. Petrov, sendo esse provavelmente o ultimo registro do vocalista.

Além de excelentes composições é notável também como Marduk acertou na produção do álbum, ainda continua algo sujo que é normal no Black Metal, mas mesmo assim soa com qualidade surpreendente, a linha de baixo é audível em todas as faixas. Outro detalhe a ser notado é a mudança de temática, quando se fala em Marduk é esperado algo com temáticas baseados em guerras, satanismo e blasfêmia, isso foi deixado de lado em 90% das letras. A maioria das letras aborda a morte e como essa é a única certeza da vida, Memento Mori seria do Latim “lembre-se você vai morrer” ou um objeto usado com intuito de lembrar da morte, e essa é a ideia do álbum. As únicas exceções são Charlatan, que é a única faixa com tema religioso do álbum, “Marching Bones” que é sobre batalha que ocorreu na cidade de Falun durante guerra da independência sueca, e “Year Of The Maggot” que é uma faixa até um pouco antipatriótica, onde Morgan demonstra repulsa sobre antigos monarcas suecos.

Memento Mori é um álbum que mostrou uma nova face da banda, tanto na questão instrumental, soando cada vez mais criativos e com mentes abertas quanto na questão lírica.



Tracklist

1.Memento Mori

2.Hear Of Funeral

3.Blood Of Funeral

4.Shovel Beats Sceptre

5.Charlatan

6.Coffin Carol

7.Marching Bones

8.Year Of The Maggot

9.Red Tree Of Blood

10.As We Are

Banda:

Morgan Hakansson-Guitarra

Daniel Rostén-Vocal

Simon Schilling-Bateria

Musico Convidado:

Devon Andersson-Baixo

L.G. Petrov: Vocal adicional em “As We Are”




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