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Maddiba: entrevista com o trio que mistura hardcore e rap com excelência



Maddiba é uma banda de Hardcore/Rap formada em 2016, na cidade de Santo André, São Paulo. A proposta da banda é misturar Rap 80’s e Hardcore/Thrash Metal, Influenciados por bandas como Beastie Boys, N.W.A, G, Suicidal Tendencies, Excel e Black Flag.


O trio é formado por Tchel Caron (guitarra e voz), Lucas Viana (baixo, DJ e backing vocals) e Renan Pigmew (Bateria e backing vocals). Confira o bate-papo que tivemos com Tchel Caron.



- Santo André, disco de estreia da banda, alcançou repercussão extremamente positiva da crítica e fãs. Qual a fórmula da Maddiba para essa originalidade apontada por quem escuta o som de vocês? Teremos material físico desse trabalho?

Creio que a formula é unir tudo o que nós gostamos sem ter medo de levar pedradas, afinal musica é uma arte/forma de expressão.


O bom da banda é que os 3 gostam de música em geral sem nenhum tipo de preconceito, isso nos ajuda a entrarmos em estilos completamente diferentes e somar com o som do hardcore metal.

Quanto a material físico, nós temos sim o desejo de lançar, mas não sabemos quando ainda.


- O material gráfico da banda é bastante caprichado. Quais são os artistas por trás das artes?

As nossas artes foram feitas por 2 artistas que somos muitos fãs do trabalho deles, Wendell Araújo e Cristiano Suarez.



- Por misturarem música pesada, rap, música nordestina e até corais infantis, vocês sofreram resistência de parte do público?

No geral foi muito positiva a recepção da nossa viagem musical! [risos] Claro que sempre tem pessoas que não vão gostar e tal, mas isso faz parte do jogo. Se a crítica for negativa, mas vier de uma forma respeitosa, valorizamos. O problema é quando vem de uma forma desrespeitosa, pois aí a gente nem leva a sério.


- De onde tiram inspiração para compor?

Olha vai muito do momento que estamos vivendo. Existem épocas que as ideias fluem de maneira mais fácil, mas existem outras que fica bem difícil fazer um simples acorde e compor algo.


Meio que sempre usamos bandas de hardcore nacional ou internacional como inspiração da parte pesada. Do outro lado, onde rolam as misturas ,sempre vêm meio que na surpresa.


Por exemplo, às vezes já estamos com a parte do hardcore pronta e não sabemos o que misturar com aquilo. De repente, alguém da banda vem com uma ideia inovadora e fala "vamos misturar uma viola caipira aqui e mandar um". Assim vamos viajando na ideia. [risos]


- Como a cidade de vocês, Santo André, perpassa a ideologia da banda e influência seu som?

Amamos muito a nossa cidade, essa região do ABC é muito gostosa de se viver. Claro que tem seus problemas como qualquer outro lugar do mundo. A influência vem do dia a dia da nossa vida na cidade, tentamos escrever sobre coisas boas daqui. O clipe da música 'City of SA' foi gravado todo em Santo André e nele é possível ver da área urbana até a natureza que a cidade possui.


- Embora o foco desse debut seja regionalizado, acreditam que, no fundo, ele fala com qualquer um que vida em um ambiente urbano de nosso país?

Sim, com certeza. Creio que compartilhamos a mesma realidade, onde as coisas não são fáceis, temos que ralar pra caramba.Quando escrevemos essas músicas, por mais que a escrita seja algo que saiu de 3 caras aqui do ABC, é a mesma situação que milhares de pessoas sentem e passam por todo o país.



- Os dois clipes que a banda possui são de extrema qualidade. Falem um pouco sobre a concepção de ambos.

Os 2 clipes meio que seguem a mesma linha, nos mostra cantando em vários cantos de áreas urbanas + parte com a banda.


No primeiro Clipe (Against you all) levamos os equipamentos em uma pista de skate em Santo André. Nessa época, em 2017, a banda não tinha nem nome mas temos muitos amigos que sempre nos ajudaram. Então reunimos umas 40 pessoas para colarem no clipe, que fizeram total diferença no resultado.


No clipe da City of SA levamos todos os equipos para a cobertura de um prédio comercial em Santo André. Deu um baita trabalho subir com aquela bateria do cacete no topo do prédio! Foi muito difícil a gravação, pois estava um sol lascado e corria o risco de chover algumas horas depois! Então foi bem punk no geral, mas o resultado nos agradou muito.



Para muitos, o primeiro contato com a banda foi a partir da apresentação no Canal Scena. Vocês chegaram a fazer shows antes da pandemia?

Sim, nós havíamos parado de tocar cerca de 1 ano antes da pandemia justamente para gravar o nosso álbum. Optamos por focar na gravação e lançar o álbum e, aí sim, fazer shows. Como estourou a pandemia bem no meio do processo de lançamento, não ligamos muito e resolvemos lançar mesmo assim.


- Alguns críticos apontam Maddiba como os Beast Boys paulistas. O que pensam dessa comparação?

Olha, nós amamos Beasties Boys, com certeza é um grupo que realmente fez o Maddiba ser o que é hoje, mas estamos anos-luz da qualidade musical daqueles caras! [risos] Mas quando vemos o nosso nome atrelado ao deles, realmente ficamos muito felizes!



- Quando teremos um show de lançamento do Santo André? Podemos esperar uma turnê brasileira?

Estamos trabalhando para isso. Uma coisa é fato que o show de lançamento será esse ano ainda 2022, estamos nos preparando para voltar a ensaiar. Quanto a turnê brasileira é mais que um sonho poder realizar shows no Brasil. Temos contatos em vários lugares do Brasil, então assim que possível com certeza vamos realizar essa turnê.


- Quais são os próximos passos da banda?

O Próximo passo justamente é fazer o show de lançamento, e começar a ensaiar as músicas novas que estão todas prontas.


- Obrigado pela atenção! Deixem suas considerações finais e uma mensagem para os leitores.

Pessoal muito obrigado aqui pelo espaço e pelas excelentes perguntas! É um prazer poder parar e responder tudo aqui. Gostaria de agradecer aos leitores e quem quiser seguir o Maddiba basta procurar: MaddibaBand ou somente Maddiba em qualquer plataforma.


Desejo o melhor a todos! Mais uma vez obrigado!



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