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  • Mari Goé

Helltern: "É um projeto que se destina ao Metal, independente de sua classificação"


-A Helltern é uma banda relativamente nova. Conte como e quando a banda começou!

É um projeto de heavy metal curitibano criado em 11/2019. O nome foi inspirado na palavra alemã "helltern", que significa "iluminado". O projeto do logotipo foi criado por Carlos Kolb. A maior inspiração foi a banda Bathory, cujas músicas nunca foram tocadas ao vivo, sendo assim um projeto de estúdio em tempo integral e esse seria o objetivo pelo menos neste ponto.


-Vocês têm muitas influências de bandas clássicas na sonoridade de vocês. Como que foi a construção da sonoridade da Helltern?

As inspirações que eu posso citar vão desde o blues B.B. King, Albert Coolins e no próprio heavy metal Judas Priest, Accept, Black Sabbath’ e outras bandas como ‘Queen, Kiss, Acdc, Led Zeppelin, Motorhead, Paradise Lost, Lord of the Lost. É dificil descrever como inspirou na criação, mas eu acredito que na criação dos riffs, letras e também na forma de criar a estrutura da música como por exemplo os versos e refrões.

A sonoridade flui naturalmente e sem forçar.


-Como que funciona o processo de composição das letras? De onde vem suas influências?

As influências na composição das letras vêm de livros, filmes, temas atuais como comportamento, meio ambiente, procuro incluir nas letras mensagens de reflexão.


-No ano passado vocês lançaram o primeiro álbum “A World Without Mercy”, que recebeu muitos elogios. Quando começou a produção deste trabalho? Fale um pouco sobre a história dele.

As sessões de gravação e desenvolvimento das músicas ocorreram no ano de 2020 no estúdio Funds House Studio que pertence ao Aly Fioren e foi realizada durante todo o ano de 2020 sendo a mixagem e masterização ocorrida em janeiro e fevereiro de 2021.

A ‘World Without Mercy’ é uma reflexão sobre o que o ser humano é capaz de fazer para alcançar seus objetivos. Busquei temas como a segunda guerra mundial, as dificuldades enfrentadas por alguns países no século passado, como por exemplo na Ucrânia onde morreram pessoas de fome, cita Elizabeth Bathory que supostamente foi a primeira mulher serial killer e letras que levantam questões como religião, pandemia e o planeta em agonia, algumas escritas em 1995 que se encaixaram na realidade atual.

Cada composição foi feita de maneira única e sem pressa, que levou um ano inteiro. A capa foi pensada por Carlos Kolb que teve suas inspirações nas letras. Os anjos com corneta significam o bem e o mau, o sol melancólico representa a consciência, a coroa representa a ganância, poder e corrupção, as cruzes a religião e no centro o planeta virado ao contrário que nada mais é do que o caos vivido nos últimos tempos.


A faixa “Bloody Beauty” fala sobre a Condessa Elizabeth Bathory, conte sobre como foi a composição desta faixa.

Esta faixa é interessante por que foi bem na época em que eu estava procurando um nome para o nosso projeto, então comecei a tentar entender a criação dos nomes de bandas e uma destas bandas era a banda Bathory, cujo nome se originou do sobrenome de uma condessa, a partir de então me interessei pela história da Elizabeth Bathory, li alguns livros, filmes e acabei chegando na letra “Bloody Beauty”.


-Fiquei impressionada com o segundo álbum de vocês, “Alighieri's Visions”, quando e como ele começou a ser produzido? E como que surgiu a ideia de fazer um álbum com este tema?

O segundo disco ‘Alighieri’s Visions’ começou a ser produzido logo após o lançamento do nosso primeiro disco em 05/2021.

As idéias surgiram do livro que estava lendo no momento, do autor Dan Brown, chamado "Inferno", e tive um insight para escrever sobre os nove círculos do inferno de Dante transportando para a nossa realidade atual.

As músicas de 01 até a 09 estão na ordem dos círculos do inferno de Dante e a décima é uma visão geral minha sobre os 09 círculos.


-E quais as diferenças entre o primeiro e segundo álbum?

A principal diferença eu acho que foi a experiência e maturidade adquirida, como por exemplo o encaixe das letras e linhas vocais foram bem mais fáceis do que no primeiro disco, a própria criação de riffs e solos também.


-Como você definiria a essência da banda?

É um projeto que se destina, até o momento, ao Metal independente de sua classificação (clássico, doom, gótico), porém posso falar abertamente que conforme crescemos musicalmente o som do Helltern pode mudar.


-Quais os planos da Helltern para 2023? Vocês têm previsão de algum show?

Os planos para 2023 incluem uma divulgação maior de nosso trabalho, videoclipes, singles, álbuns e dependendo da aceitação, definitivamente gostaria de colocar o Helltern na estrada.


Acompanhe a banda: https://linktr.ee/helltern




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