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  • Foto do escritorMari Goé

Entrevista Soulsad: "Só quem passou pelas mesmas dores entende a nossa mensagem"

Um dos nomes que compõem o cenário nacional de Doom Metal, o Soulsad lança agora uma compilação de todos os seus trabalhos já lançados, intitulado de "Doomed to Funerals"!


O vocalista e tecladista Rafael Sade nos concedeu uma entrevista exclusiva e contou mais detalhes sobre a banda, sua participação no tributo ao My Dying Bride, e muito mais!

-Vamos começar falando sobre o começo da banda. Conta pra galera como e quando começou o Soulsad.

Rafael Sade (vocalista)– Foi no ano de 2003, eu era bem novo na época, e já tinha cantado em bandas de garagem. Mas foi a primeira tentativa de montar e tocar doom metal, e o Marcelo leu meu anúncio numa revista famosa da época atrás de integrantes, e alguns passaram por toda essa trajetória . Foram poucas apresentações até a parada em 2009.


-Vocês começaram tocando alguns covers de bandas clássicas de doom metal, certo? A ideia da banda era a de fazer apenas covers ou sempre tiveram a vontade de fazer o próprio som de vocês?

RS - Tocávamos covers de My Dying Bride, Paradise Lost, Anathema, entre outras. Mesclando com as primeiras versões e idéias de músicas autorais que anos depois viriam a ser as que estão presentes na compilação.


-Vocês participaram do tributo brasileiro ao My Dying Bride. Como foi a experiência?

RS - Foi uma oportunidade que não poderíamos deixar passar, My Dying Bride é a nossa maior inspiração e executar uma música de sua autoria foi uma responsabilidade muito grande. E a satisfação de estar presente nesse tributo é imensurável.


-Qual a maior dificuldade que vocês encontram como banda, atualmente?

RS: No momento é o tempo pra ensaiar, um de nós têm uma família completa, eu trabalho por muitas horas, inclusive aos sábados e tudo fica muito cansativo conforme a logística. Estabilidade na formação é outro desafio, mas creio que esse ano já teremos resolvido esse problema.


-Vocês acabam de lançar "Doomed To Funerals", que conta com as faixas do primeiro EP de vocês e outros singles. O que esse álbum representa pra vocês?

RS – Significa uma etapa concluída, pois eram música que só tinham sido lançadas em formato digital e era questão de honra pra mim incluí-las no formato físico. Não estamos mais no auge do CD, mas ainda existem muitos colecionadores de mídia física. E o selo Blackhearts Records fez um excelente trabalho gráfico, todos deveriam ter esse artefacto em sua posse.


-O que inspira você na hora das composições da banda?

RS – Desde o regresso em 2018, minhas fontes de inspiração são momentos e acontecimentos que ocorreram comigo e ao meu redor. São significados pessoais e muitos podem até não compreender, e que bom por isso. Pois só quem passou pelas mesmas dores entendem a mensagem.


-Quais os próximos planos do Soulsad?

RS – Estabilizar a formação com guitarra e bateria e já entrar em processo de pré produção, pois várias ideias de música e composição estão prontas. E trabalhar pra que tudo esteja pronto o mais breve possível.


-Obrigada pela entrevista. Gostaria de mandar um recado para a galera?

RS – Obrigado pelo espaço e pela oportunidade em poder passar meu ponto de vista de toda a trajetória do Soulsad. Tudo sempre foi bem planejado e com calma pra que pudéssemos ter o melhor de cada composição, e o apoio dos amigos e admiradores da banda é essencial para que sempre possamos mostrar nosso trabalho. Obrigado e Stay Doom!


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