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Entrevista Chaosfear: "As letras de Aeternum são como cartas retratando o amor, desespero, angústia"


A Chaosfear é uma banda ativa no cenário há 20 anos, e sempre transitou entre os já conhecidos death e thrash metal. Mas se engana quem pensa que a banda se prende apenas a isso! A banda aposta sempre em sua identidade própria adicionando novos elementos e criando um som único, fora de qualquer molde que você pense em colocá-los!


"Aeternum" é o mais novo lançamento da Chaosfear, sendo um EP denso e melancólico, que esbanja sentimentos. Quem explicou mais sobre a produção e conceitos do EP foi o guitarrista Fernando Boccomino, confiram:


-Primeiro de tudo, parabéns pelo EP “Aeternum”, as músicas são intensas e com um toque melancólico. Então vamos falar sobre ele, quando começou o processo de criação do EP e como foi a produção?


FB: Obrigado!! Nossa primeira ideia foi começar a compor o sucessor do “Be The Light In Dark Days”, mas logo que começamos a conversar sobre as músicas surgiu a ideia de fazermos um EP retratando o período em que eu e meu irmão estávamos passando com os problemas de saúde de nossa mãe e que acabaram, infelizmente, levando a passagem dela… como o tema era forte, triste e depressivo achamos que seria ideal compormos as músicas nessa linha mais pesada. Novamente fizemos tudo remotamente, com a produção, mixagem e masterização por conta do nosso baixista/produtor Marco Nunes.



-Sonoramente falando, ficou nítida outras influências no som de vocês. Como uma banda que está há muito tempo no thrash e death metal, como foi para vocês transitarem por influências mais experimentais e melancólicas?


FB: Apesar de termos começado dentro de uma proposta thrash/death, sempre estivemos abertos a novos caminhos. Ouvimos muita coisa fora do metal. Talvez estivéssemos esperando a hora certa para fazermos essas mudanças no som e nas letras. Posso afirmar com toda a certeza de que nos sentimos totalmente confortáveis com o som que estamos fazendo. E novas mudanças no som estão a caminho!


-Sei que as letras contam um pouco sobre o luto que vivemos atualmente devido a pandemia, então qual a importância que “Aeternum” tem para vocês? O que esse EP significa para vocês?


FB: O EP Aeternum é todo baseado no luto por conta da passagem da minha mãe. As letras são um retrato de todo o sofrimento, angústia e tristeza que envolveram esse período. Posso dizer que foram as letras mais difíceis de se escrever. As letras de Aeternum são como cartas retratando o amor, desespero, angústia, ódio e um certo ar de conformismo. Aeternum descreve o luto, mas para mim sempre será uma celebração ao amor...


-Em 2020 vocês lançaram uma versão de “The Toxic Waltz”, que contou com a participação do próprio Steve Zetro Souza. Conte como foi essa experiência!


FB: Surreal!!! Imagine só 4 caras que cresceram pirando no “Fabulous Disaster” gravarem a “The Toxic Waltz” com o Zetro participando, foi um sonho! O grande responsável por termos o Steve Souza cantando conosco chama-se Johnny Z, do Metal na Lata e JZ Press. Por ser amigo do Zetro, o Johnny fez todo o contato/convite e para nossa sorte rolou!! Ficou sensacional!!



-Sendo uma banda com 20 anos de estrada, contando com uma boa bagagem de shows nacionais e internacionais, como vocês lidaram com a paralisação dos shows?


FB: A paralisação dos shows foi realmente complicada, mas tivemos sorte de fazermos 3 shows durante a pandemia. Fizemos um show transmitido pelo canal do Manifesto Bar (SP), participamos do Rock Fun Fest (junto com Krisiun, Shaman, Oitão, Made In Brazil) e Roça N’ Roll (inclusive temos esse show disponível no Spotify). Fomos privilegiados.


-Quais as expectativas para 2022? Quais os próximos planos da banda?


FB: Nossos planos para 2022 são de continuarmos a divulgação do Aeternum, fazermos alguns shows para divulgarmos o EP e gravarmos mais músicas! O ChaosFear é uma banda que sempre está buscando por novidades. Mas para que tudo isso aconteça temos que torcer para que a pandemia dê uma trégua, a saúde de todos vem sempre em primeiro lugar.


-E por último, qual o legado que vocês querem que a Chaosfear deixe no mundo? Pelo que vocês gostariam de serem lembrados?


FB: O maior legado do ChaosFear são as músicas, letras e o respeito que temos para com nosso público. Não somos uma banda grande (longe disso), nem almejamos dinheiro e fama. Somos felizes fazendo nosso som do jeito que gostamos.


-Obrigada pela entrevista, gostariam de mandar um recado para a galera?


FB: Nós que agradecemos a vocês do canal Bloody Mary pela oportunidade!! Gostaríamos também de agradecer a todos que acompanham o trabalho do ChaosFear e apoiam o metal nacional!! Stay Metal!!!



Ouçam Chaosfear nas plataformas digitais:

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