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  • Foto do escritorMari Goé

Entrevista Black Stone Machine: "Adoramos fazer shows ao vivo, é o nosso combustível, a única razão pela qual fazemos o que fazemos"



-Olá pessoal, gostaria de começar a entrevista falando sobre o início da banda. Como e quando tudo começou?

A banda começou algum tempo depois do verão de 2019. A banda começou desta forma quando a banda anterior que Alex estava tocando se desfez e Nick, nosso baterista na época, decidiu fazer uma nova. Na época já estávamos tocando com Alex em outro projeto de banda, então decidimos focar apenas no Black Stone Machine. Depois disso, entramos em estúdio para gravar nosso primeiro EP e no mesmo mês fizemos nosso primeiro show em Berlim. Foi um mês inteiro! haha!


-Seu som é simplesmente incendiário, vocês combinaram algumas influências do rock e conseguiram um resultado muito original. Quais bandas ou estilos mais te influenciaram nas composições para a banda?

Obrigado! Em geral, cada um de nós ouve tantas coisas diferentes que é difícil rastrear algumas influências específicas, mas você pode encontrar algumas influências comuns lá, um pouco de thrash metal mais antigo, um pouco de Metallica, você pode encontrar alguns Black Label Society combinados com algum country e blues. Quando escrevemos música, apenas colocamos nossas ideias “na mesa” e vemos o que acontece sem tentar seguir um estilo específico no início.


-Vamos falar do seu mais recente lançamento, “The Guild Of Black”, como foi a produção desse EP? E sobre o que suas músicas falam?

A produção do EP foi diferente de tudo que fizemos até agora, fomos lá e dessa vez tivemos um produtor, também tivemos algumas demos das nossas músicas, o que ajudou muito. Geralmente é uma boa ideia estar preparado, mas, por outro lado, estar aberto a novas ideias e sugestões. É legal que você nunca saiba como uma música irá evoluir.

Nossas músicas geralmente não têm um tema específico. Às vezes é algo que aconteceu na realidade, às vezes é pura ficção. Se você quiser detalhes:

Jaguar Fever, fala da ambição ardente de sair por aí e brincar mesmo que tudo esteja longe do ideal.

Rock Bottom fala sobre um cara que vi em um show do Leprous na Irlanda, ele estava perdido além da imaginação haha, então... eu meio que tentei visualizar como pode ser a vida dele, espero que ele esteja bem haha

The Guild of Black, é inspirado no personagem Jonah Hex, quero dizer, você tem um caçador de recompensas fodão em busca de vingança, retornando da vida após a morte..o que mais há para perguntar?



-Vocês já têm alguns EPs e álbuns lançados, como fariam um paralelo entre o que a banda era em seu primeiro lançamento, e como é agora? Alguma coisa mudou desde o início da banda?

Felizmente ainda temos as mesmas ambições e desejos, adoramos fazer shows ao vivo, é o nosso combustível, a única razão pela qual fazemos o que fazemos. Algumas coisas mudaram, especificamente a forma como gravamos. No início, íamos de cabeça no estúdio para gravar o mais rápido que pudéssemos, com a maioria dos detalhes decididos ali mesmo, enquanto agora tentamos definir o máximo de partes que pudermos para podermos focar na estética e pequenos detalhes sem perder tempo com o básico. Esta e a forma como colaboramos enquanto escrevemos música. Neste momento sinto que temos a formação certa tanto em técnica como em ideias, e isso é algo muito raro de se conseguir!


-E o que inspira a banda a compor as letras de suas músicas? Existe algum tema específico que você sempre gosta de abordar ou você apenas escreve sobre o que acontece na sua realidade?

A inspiração pode vir de qualquer coisa, pode ser algo que nos aconteceu na realidade, às vezes pode vir de uma banda desenhada ou de um filme, e às vezes pode ser um artigo ou uma “notícia”. Você coloca a informação em sua mente e aos poucos ela se transforma em ideia, então é impossível parar a linha de pensamento. Na verdade, não temos um tema específico, mas preferimos coisas de ficção em geral e coisas que conhecemos.


-Quais são os próximos planos da banda? Haverá mais shows e lançamentos em breve?

Neste momento entramos em estúdio, novamente haha, para gravar nosso próximo álbum completo. Vai demorar um pouco para terminar, mas enquanto isso tenho certeza que poderemos fazer alguns shows durante o verão. veremos!


-Quais as maiores dificuldades que vocês enfrentam como músicos hoje em dia?

Bem, tudo menos escrever música! Haha!

As maiores dificuldades estão em fazer turnês e promover sua música. Embora seja “fácil” autopromover-se através da Internet, é extremamente difícil e caro promover sua música de forma eficiente. Além disso, as turnês se tornaram bastante caras nos últimos anos.

Por outro lado, tenho certeza que se você pesquisar entrevistas antigas dos anos 80 ou 90 quase com certeza essas eram as dificuldades daquela época haha. Acredito que no final, com o tempo, a persistência e o foco podem realizar milagres. Talvez isso seja o mais difícil, manter o foco.


-Se você pudesse definir a essência da banda em uma frase, qual seria?

Hmm, uau, essa é uma pergunta difícil. Acho que “Somos uma banda que adora escrever músicas para tocar para o público” é a primeira coisa que consigo pensar.


-Recomende um banda local de rock ou metal para os leitores do nosso site.

Definitivamente, verifique Rusty Bonez e SixforNine!


-E para finalizar a entrevista, gostaria de mandar uma mensagem ao público brasileiro?

Esperamos vê-lo em um futuro próximo e visitar seu lindo e enorme país!


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