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  • Foto do escritorPedro Nogueira

Confiram detalhes do line-up do terceiro dia (28/04) de Summer Breeze Brasil 2024



Faltam apenas alguns meses para acontecer o Festival Summer Breeze e provavelmente você não quer ficar de fora. Porém, se você ainda está em dúvida em qual dia ir, não sabe quais atrações valem apena ver, não se preocupe esse texto irá esclarecer tudo que você precisa saber sobre o festival.


ANTHRAX


Foto: Divulgação

Um dos representantes do Big 4 do thrash metal, o grupo nova-iorquino Anthrax tem 11 álbuns em sua discografia e é conhecido por performances sempre intensas e energéticas, sejam elas em grandes festivais pelo mundo ou em arenas e clubes.

Apesar de ter estourado na segunda metade da década de 80, o grupo americano teve sua primeira formação em 1981, quando cinco amigos apaixonados por heavy metal, hardcore, punk e histórias em quadrinhos, resolveram se unir para tocar. No final de 1983, já depois de fixar sua formação, Neil Turbin (vocal), Dan Spitz e Scott Ian (guitarras), Danny Lilker (baixo) e Charlie Benante (bateria) entraram em estúdio para gravar o debut, “Fistful of Metal”, que contou com clássicos como “Metal Thrashing Mad”, “Panic” e o cover de “I’m Eighteen” (Alice Cooper). O trabalho foi lançado em janeiro de 1984 e obteve críticas positivas. Porém, Danny Lilker foi substituído por Frank Bello, sobrinho de Benante, que já trabalhava como roadie da banda.

Além disso, Turbin cedeu o posto provisoriamente para Matt Fallon e, depois, chegou Joey Belladona, que fez sua estreia no EP “Armed and Dangerous” e brilhou no álbum “Spreading the Disease” (1985), ainda com o estilo mesclando o thrash, power metal e a herança da NWOBHM e que destacou a faixa “Madhouse”. Então, em 1987, o Anthrax olhou firme para o hardcore e soltou um dos maiores clássicos da história do thrash metal: “Among The Living”. O repertório destacou de imediato a faixa “Indians”, além da faixa-título, de “Caught In A Mosh” e “I’m the Law”, baseada no personagem Judge Dread, herói dos quadrinhos favorito da banda. As primeiras influências de rap da banda começam a surgir nesta época com “I’m the Man”. Lado B do single “I’m the Law”, serviu de base para o EP homônimo, que alcançou um número surpreendente nas vendagens e tornou-se o primeiro disco de ouro da carreira do Anthrax.

O lançamento seguinte foi “State of Euphoria” (1988), que obteve o 30° lugar no disputado chart Billboard 200 e conquistou Disco de Ouro nos EUA e Canadá. O repertório trouxe o single “Antisocial”, cover da banda francesa Trust, e também destacou “Be All, End All” e “Finale”. Já a faixa “Who Cares Wins” relatou a situação dos sem-teto nos Estados Unidos. Em “Persistence of Time” (1990), o grupo novamente obteve destaque com um cover, desta vez para “Got The Time”, de Joe Jackson, além de “In My World”. Para a divulgação nos Estados Unidos, a banda fez, ao lado de Slayer e Megadeth, a primeira versão americana do festival itinerante “Clash of Titans”. Com o EP “Attack of the Killer B’s” (1991), o Anthrax não só reuniu faixas raras e versões, como novamente ousou ao se unir aos rappers Chuck D. e Flavor Flav, ambos do Public Enemy, para gravar “Bring the Noise”, que havia sido gravada alguns anos antes pelo próprio Public Enemy.

Porém, 1993 começou com o Anthrax em busca de um substituto para Joey Belladonna. A vaga ficou com John Bush, do Armored Saint, que estreou com “Sound of White Noise”. A banda mudou um pouco o seu direcionamento musical, fazendo músicas igualmente pesadas, porém mais cadenciadas, sem se preocupar com a velocidade. O single “Only” obteve destaque nas rádios e na TV com o clipe, que contou com a participação de Jon Silva, que interpretava Bob na série Twin Peaks. Ainda naquele ano, o Anthrax veio pela primeira vez ao Brasil e entrou nas trilhas de “O Último Grande Herói” e “Beavis and Butthead”, além do tributo ao Kiss, “Kiss my Ass”.

Depois, Dan Spitz resolveu sair e não participou de “Stomp 442” (1995), que destacou a faixa “Fueled”. Ainda sem um substituto fixo para Spitz, veio o controverso “Volume 8: The Threat Is Real” (1998). Após ter modernizado a sonoridade e perdido um pouco a atenção da mídia, a banda entrou 2003 em alta, ressurgindo com “We’ve Come For You All”, que trouxe Rob Caggiano fazendo dupla com Scott Ian nas guitarras. O álbum destacou as faixas “Safe Home”, “What Doesn’t Die”, além de “Taking The Music Back”, que conta com a participação de Roger Daltrey, do The Who.

A reviravolta veio em 2005, quando a formação “clássica” se reuniu e apresentou o álbum “Among the Living” na íntegra. Porém, após um período conturbado em que a banda contou com o vocalista Dan Nelson (ex-Devilsize) e depois trouxe de volta John Bush, veio a fase dos shows do “Big Four”, ao lado de Metallica, Megadeth e Slayer. Bush decidiu que não queria se comprometer com a banda em tempo integral e deixou o Anthrax pela segunda vez. Joey Belladonna retornou no início de 2010 e gravou os álbuns seguintes, “Worship Music” (2011) e “For All Kings” (2016), além do EP de covers “Anthems” (2013) e os DVDs “The Big Four: Live from Sofia, Bulgaria” (2010), “Chile on Hell” (2014) e “Kings Among Scotland” (2018).

Embora 2021 tenha marcado o 40º aniversário da banda, a turnê global de aniversário foi adiada para 2022 por causa da pandemia. Ainda assim, o show transmitido ao vivo saiu como um álbum ao vivo, intitulado “XL” (2022). Mais recentemente, Benante afirmou que o Anthrax tem planejado um novo álbum para 2024, ano em que estará no palco do Summer Breeze Open Air Brasil.



KILLSWITCH ENGAGE


Foto:Divulgação

A banda americana de metalcore Killswitch Engage, que atualmente conta com Jesse Leach (vocal), Adam Dutkiewicz e Joel Stroetzel (guitarras), Mike D’Antonio (baixo) e Justin Foley (bateria), foi formada em 1999 em Westfield/Massachusetts com a união de músicos do Overcast e Aftershock. “O Overcast teve uma boa repercussão, mas não conseguiu dar uma continuidade. Mike, o principal compositor, começou a procurar músicos para montar uma banda que misturasse hardcore com metal. Quando fiquei sabendo, entrei em contato. Eu tinha a Aftershock com Adam, que tocava bateria e, na época, veio comigo. Tudo ainda era encarado como hobby, mas, de repente, encontramos Jesse (Leach) e, na sequência, assinamos um contrato para gravar o primeiro álbum”, detalhou Stroetzel sobre o início. “O nome da banda foi o Mike que veio com Killswitch Engage. Parece que ele tirou de algum episódio da série “Arquivo X” ou algo parecido”, acrescentou.

 O primeiro álbum, homônimo, lançado em 2002, levou a um contrato com a gravadora Roadrunner, por onde saiu “Alive Or Just Breathing”. O trabalho elevou o status da banda, que passou a ser mundialmente conhecida e destacou a faixa “My Last Serenade”. Com um ritmo intenso, o constante crescimento e evolução foram marcantes, especialmente porque durante a primeira turnê, em 2003, o grupo foi escalado para o “Ozzfest”.

 Mudanças vieram e “The End of Heartache” (2004) marcou a estreia do vocalista Howard Jones e do baterista Justin Foley. “Não foi fácil achar outro vocalista, pois quando Howard apareceu já tínhamos tentado uns dez e nada dava certo. Estávamos desanimados. No final, acho que demos muita sorte”, apontou o guitarrista. “Sempre procuramos escrever as músicas com as guitarras cheias de energia e os refrãos bem marcantes, e essa é uma característica do Killswitch Engage. Ter a variação nos vocais torna a música muito mais interessante”, avaliou Stroetzel.

 “The End of Heartache” destacou a faixa-título, indicada ao Grammy, além do primeiro single e videoclipe, “Rose of Sharyn” e “When Darkness Falls”, que entrou na trilha do filme “Freddy Vs Jason”. O grupo continuou a lançar álbuns de sucesso com Howard Jones, incluindo “As Daylight Dies” (2006), que trouxe o cover de “Holy Diver” (Dio), e “Killswitch Engage” (2009), este na época em que a banda se apresentou no Brasil pela primeira vez.

 Jesse Leach retornou em 2012 e trouxe uma nova energia à banda, que seguiu surpreendendo em “Disarm the Descent” (2013), “Incarnate” (2016) e “Atonement” (2019), que também contou com a participação de Howard Jones (atual Light the Torch de SION), na faixa “The Signal Fire” – esta foi a segunda vez que Jones e Leach dividiram os vocais, sendo que a primeira foi em “The End of Heartache”. Não é só em estúdio que o Killswitch Engage tem boa reputação, pois também é conhecido por suas performances intensas em festivais de grande porte, shows solo ou aberturas para nomes de peso, como a turnê ao lado do Iron Maiden em 2018.



AVATAR


Foto: Divulgação

A banda sueca formada na cidade de Gotemburgo em 2001 e que conquistou os brasileiros ao fazer a abertura para o Iron Maiden em 2022 fará seu retorno triunfal ao país no Summer Breeze Open Air Brasil. E o momento não poderia ser mais propício, pois os visionários do dark heavy’n’roll Johannes Eckerström (vocal), Jonas “Kungen” Jarlsby e Tim Öhrström (guitarras), Henrik Sandelin (baixo) e John Alfredsson (bateria) estão tendo um ano emblemático em 2023.

Os suecos conquistaram seu primeiro lugar da Billboard com o single “The Dirt I’m Buried In”, faixa do mais recente álbum, “Dance Devil Dance”, lançado em fevereiro e que foi produzido e mixado por Jay Ruston. Anteriormente, em maio de 2017, o single “New Land” havia atingido a 20ª posição na mainstream rock da Billboard. Outro single de destaque de “Dance Devil Dance” é “Violence No Matter What”, que traz um dueto com Lzzy Hale, vocalista e guitarrista do Halestorm.

“‘Dance Devil Dance’ é o culminar da jornada artística mais intensa de nossas vidas. Não estávamos tão entusiasmados em lançar novas músicas desde nossa primeira demo, há muito tempo. Em mais de um sentido, este parece ser o nosso primeiro. Nos apaixonamos pelo barulho, pelo caos e pela criação de novo. É difícil encontrar palavras para isso. É muito especial para nós”, destacou Johhanes sobre o mais recente álbum, o nono de sua discografia e sucessor de “Hunter Gatherer” (2020).

O nome da banda não foi escolhido por acidente, pois um “avatar” é definido como uma manifestação de uma divindade em forma corporal ou um ícone representando um ser separado em outro reino. Ambos os significados descrevem perfeitamente as sensações da banda sueca, pois construíram algo maior do que a vida. O grupo foi formado em 2001 pelo baterista John Alfredsson e pelo guitarrista Jonas Jarlsby, mas só fez a sua estreia, após várias mudanças na formação, com dois EPs em 2004: “Personal Observations” e “4 Reasons to Die”.

O álbum de estreia, “Thoughts of No Tomorrow”, saiu dois anos depois e obteve a posição 47 no Sweden Albums Top 60. A colocação subiu para o 25º posto em 2021 com o álbum “Black Waltz”, que marcou a primeira aparição da maquiagem de palhaço que Johannes Eckerström passou a usar regularmente. Na época, a banda embarcou em sua primeira turnê pelos EUA ao lado de Lacuna Coil e Sevendust, em fevereiro de 2013.

Depois vieram os álbuns “Hail the Apocalypse” (2014) e “Feathers & Flesh” (2016). Em 12 de junho de 2017, o Avatar recebeu o prêmio Breakthrough Band Award no Metal Hammer Golden Gods. Pouco depois, em outubro daquele ano, saiu o single “A Statue of the King”, que antecipou o sétimo álbum, “Avatar Country” (2018), segundo maior álbum independente da América do Norte em sua estreia e vencedor do prêmio Breakthrough Band (Metal Hammer). Já o sucessor, “Hunter Gatherer” (2020), destacou os singles “Silence in the Age of Apes”, “Going Hunting” e “Barren Cloth Mother”.

Agora, com “Dance Devil Dance”, como se o topo das paradas da Billboard pelo single “The Dirt I’m Buried In” não bastasse, o Avatar foi imortalizado como um fóssil do sul da Suécia, descoberto pelo Dr. Ben Thuy, um paleontólogo na Universidade de História Natural do Museu de Luxemburgo. Este fóssil agora é conhecido como avatar de Ophiocoma. É, os suecos realmente estão com tudo!                                                            Com a popularidade em alta, o grupo de metal e melodic death metal tem participado de grandes festivais globais e a versão brasileira do Summer Breeze será mais uma marca dos suecos.



Carcass


Foto: Divulgação

Surgido em 1985 na cidade de Liverpool, terra que revelou os Beatles, o Carcass também pode ser apontado como pioneiro. Não do rock’n’roll, claro, mas de subgêneros mais extremos do metal, como goregrind, deathgrind, grindcore e, posteriormente, death metal melódico. A banda passou por mudanças de formação, mas os fundadores Bill Steer e Jeff Walker se mantiveram firmes até a separação, ocorrida em 1996, quando o Carcass já havia mudado o cenário da música extrema.

Após duas demo-tapes, Bill Steer (guitarra e vocal), Jeff Walker (baixo e vocal) e Ken Owen (bateria e vocal) lançaram “Reek of Putrefaction” (1988), álbum que trouxe 22 faixas e pouco menos de 40 minutos. Censurada, a capa chocava por conter elementos repugnantes – daí, os subgêneros grindcore e goregrind. Depois, deixando um pouco a anti-música e mais focado no death metal, veio “Symphonies of Sickness”, que destacou “Exhume to Consume”, um dos clássicos da banda que, durante a turnê, adicionou o guitarrista sueco Michael Amott (Arch Enemy, Spiritual Beggars, ex-Carnage) à sua formação.

Mais maduro e bem estruturado, o Carcass voltou a surpreender com “Necroticism – Descanting The Insalubrious” (1991), trazendo um death metal técnico com agressividade, peso e mais melodia. Era um prenúncio do que viria em “Heartwork” (1993), considerado um marco no death metal melódico. “Swansong” (1996) pôs fim à primeira fase da banda, que retornou à ativa em 2007.

Até então, a volta rendeu os álbuns “Surgical Steel” (2013) e “Torn Arteries” (2021). A formação atual ao vivo, com Bill Steer, Jeff Walker, James ‘Nip’ Blackford (guitarra) e Daniel Wilding (bateria), vem se apresentando com destaque em grandes festivais pela Europa. No Brasil, onde tocou pela primeira vez em 2008, não será diferente na edição de 2024 do Summer Breeze Open Air Brasil



Overkill


Foto:Divulgação

Promovendo “Scorched” (2023), 20º de estúdio da carreira, o Overkill, formado atualmente por Bobby “Blitz” Ellsworth (vocal), Dave Linsk e Derek “The Skull” Tailer (guitarras), D.D. Verni (baixo) e Jason Bittner (bateria), personifica a essência do thrash metal. Pegando seu nome no título de um álbum clássico do Motörhead, o Overkill se tornou uma das bandas mais icônicas e duradouras do cenário.

 A história data do início da década de 80, quando Bobby “Blitz” Ellsworth (vocal), Robert Pisarek (guitarra), D.D. Verni (baixo) e Rat Skates (bateria) se uniram em Nova Jersey. Com essa formação, saiu o debut “Feel the Fire” (1985). “Éramos grande fãs de Motörhead, Venom, Black Sabbath, Judas Priest e Iron Maiden, e o Overkill veio da mistura destes elementos com o punk”, recordou o baixista D.D. Verni à revista Roadie Crew.

 Com Blitz liderando a carga com seus vocais rasgados e distintos, na escola Udo Dirkschneider (ex-Accept) e Brian Johnson (AC/DC), e D.D. Verni comandando o baixo sempre bem timbrado com maestria, a banda rapidamente conquistou uma reputação e a base de fãs aumentou com “Taking Over” (1987) e “Under the Influence” (1988). “Fomos crescendo gradativamente, começando a tocar para cem pessoas, aumentando depois para quinhentas e aí mil, duas mil…”, declarou o baixista. “Acredito que ‘Taking Over’ nos mostrou o caminho a ser seguido”, acrescentou Bobby Blitz.

 Ao longo dos anos, a banda passou por várias mudanças na formação, com Blitz e D.D. Verni sendo os únicos membros constantes. No entanto, seguiram lançando discos cultuados, como “The Years of Decay” (1989) e “Horrorscope” (1991). “‘Horroscope’ captou todos os elementos musicais que, até então, a banda tinha para oferecer. Tem a nossa agressividade natural, algumas mudanças de andamento, grooves marcantes e diferentes climas”, apontou o vocalista.

Na década de 1990, muitas bandas de thrash enfrentaram desafios, mas se o Overkill tirou um pouco o pé no pesado “I Hear Black” (1993), seguiu íntegro, experimentando aqui e acolá, adicionando mais groove e tendo uma sequência de lançamentos de respeito, começando com “W.F.O.” (1994). “O álbum deu um novo ânimo e gostamos de fazê-lo porque estávamos vindo de um que não tínhamos gostado tanto e por isso estávamos cheios de energia. É bem agressivo”, analisou D.D. Verni.

 Depois vieram “The Killing Kind” (1996), “From the Underground and Below” (1997), “Necroshine” (1999), “Coverkill” (1999) e “Bloodletting” (2000). “Meu álbum preferido do Overkill é ‘From The Underground And Below’. Eu amo este disco, todas as músicas. Foi o primeiro ao lado de Colin Richardson e, do começo ao fim, eu gosto de tudo! Já ‘The Killing Kind’ acho que é um que todo mundo se esquece. Não sei o que houve com ele”, avaliou Verni.

Dali em diante, de “Killbox 13” (2003) a “Scorched” (2023), foram mais nove álbuns de estúdio. “Não fazemos um disco pensando se vai dar certo ou não, fazemos pensando em dar o nosso melhor. A música do Overkill tem uma diversidade que acumulamos ao longo dos anos, desde as influências que tínhamos quando éramos garotos, como punk rock, rock’n’roll, metal tradicional, New Wave of British Heavy Metal e muito groove”, descreveu Bobby “Blitz”.

 Com uma base de fãs leais, o grupo americano faz parte da categoria seleta de bandas unânimes quando o assunto é sobre a performance ao vivo. Seus shows, que podem ser considerados como “workshops” de thrash metal, são sempre energéticos. Sobre o Brasil, onde o grupo veio pela primeira vez em 2001 e retornará em 2024 para o Summer Breeze Open Air Brasil, o vocalista concluiu: “Sempre tivemos bons momentos no Brasil! Lembro de Recife, São Paulo, Porto Alegre, Brasília e mais. Sempre nos divertimos com o público”.



KRYOUR


Foto: Divulgação

A banda paulistana Kryour, formada pelo vocalista e guitarrista Gustavo Iandoli, o guitarrista Guba Oliveira, o baixista Gustavo Muniz e o baterista Matt Carrilho, recentemente fez a abertura para o In Flames. Tendo como alicerces o death metal melódico e o metalcore, a banda foi formada em 2014, lançando cinco anos mais tarde o álbum conceitual de estreia, “Where Treasures Are Nothing”.

Com a repercussão do álbum, Kryour recebeu um convite para fazer um show de abertura da banda Symphony X, no Bar da Montanha, em Limeira (SP). Também foi marcante a presença da banda na mídia brasileira, sendo citada na revista Roadie Crew e convidada para entrevistas nas rádios 89.1 FM e Kiss FM. A banda também recebeu um convite para se apresentar no programa Kiss Club da rádio Kiss FM e alguns meses depois venceram um concurso cultural produzido pela rádio New Rock Bands, fazendo mais um show ao vivo na rádio.

Em 2020, a pandemia de coronavírus fez com que a banda interrompesse suas atividades por um tempo. Durante este período, a banda passou por mudanças em sua formação com a entrada de Guba Oliveira na guitarra. Com o novo line-up consolidado e a pandemia começando a amenizar, a banda passou a produzir novas músicas com uma sonoridade mais moderna, buscando elementos eletrônicos e melodias mais pop, mas ainda assim mantendo o som pesado característico de suas composições.

Em 2023, em parceria com o selo especializado em rock/metal Outono Music e com distribuição da major Universal Music, a banda retorna com o lançamento de novos singles que depois são reunidos no EP “Creatures Dwell My Room”.

Além de ter sido uma das 10 bandas selecionadas pelo júri do concurso “New Blood” do festival Summer Breeze Brasil 2023, os novos trabalhos e a presença ativa da banda nas redes sociais rendeu inúmeros convites para shows, entre eles uma turnê ao lado da aclamada banda Project46 por capitais do Brasil, e a abertura do show da banda sueca In Flames, em São Paulo.

Atualmente a banda se prepara para um período de composições do novo álbum que será lançado em 2024. A agenda de shows continua aberta com datas já confirmadas para o próximo ano.



RDP


Foto: Divulgação

Se o Brutal Brega, um dos projetos do vocalista João Gordo, foi a primeira atração nacional a se apresentar na primeira edição do Summer Breeze Open Air Brasil, em 2024 será a vez do Ratos de Porão mostrar toda a sua energia e brutalidade no evento. Além de promover “Necropolítica” (2022), o 11º álbum da discografia, João Gordo (vocal), Jão (guitarra), Juninho (baixo) e Boka (bateria) seguem celebrando as mais de quatro décadas de carreira da banda paulistana, formada em 1981 durante a explosão do punk.

Pioneiro, o R.D.P. quebrou barreiras, passou por mudanças de formação e seguiu sem olhar para trás, atravessando a era do “Grito Suburbano” pelos caminhos mais estreitos e tortuosos do underground. Após marcar presença nas coletâneas “SUB” e “O Começo do Fim do Mundo” veio o álbum de estreia, “Crucificados Pelo Sistema” (1984). Mesclando metal e punk veio “Descanse em Paz” (1986), seguido pela trilogia crossover que definiu a fórmula e identidade da banda: “Cada Dia Mais Sujo e Agressivo” (1987), “Brasil” (1989) e “Anarkophobia” (1990). Posteriormente, ainda nos anos 90, vieram “Just Another Crime in… Massacreland” (1993), “Feijoada Acidente?” (1995) e “Carniceria Tropical” (1997).

Misturando thrash metal, hardcore e letras relatando os problemas sociais do país e a realidade nacional em tom hora satírico, hora jornalístico, as rimas de João Gordo servem quase como um livro de história. Assim, o Ratos de Porão seguiu produzindo e soltou os álbuns “Sistemados pelo Crucifa” (2001), “Onisciente Coletivo” (2003), “Homem Inimigo do Homem” (2006) e “Século Sinistro” (2014). Hoje, com “Necropolítica” (2022), o quarteto continua nos palcos pelo mundo mandando seu crossover e falando abertamente sobre os fatos mais bizarros e cruéis do cotidiano.



THE TROOPS OF DOOM


Foto: Divulgação

O The Troops of Doom, formado por Alex Kafer (vocal e baixo), Jairo “Tormentor” Guedz (guitarra), Marcelo Vasco (guitarra) e Alexandre Oliveira (bateria), foi criado em 2020 durante a pandemia. O grupo, que rapidamente chamou a atenção dos fãs de death metal com dois EPs e singles, atualmente promove o álbum de estreia, “Antichrist Reborn”. “O sugestivo título tem uma forte ligação com a música ‘Antichrist’, da minha época no Sepultura e, claro, porque nosso som é um resgate daquela aura do death metal dos anos 80”, confessa Jairo “Tormentor” Guedz, que registrou o EP “Bestial Devastation” (1985) e o álbum “Morbid Visions” (1986) com o Sepultura.

 “Antichrist Reborn” sucede os EPs “The Rise of Heresy” (2020) e “The Absence of Light” (2021). Musicalmente, a banda busca resgatar a essência do death metal feito na década de 1980. Por sinal, o nome da banda tem ligação com a música “Troops of Doom”, faixa de “Morbid Visions” e uma das assinaturas musicais mais conhecidas de Jairo Guedz.

Da estreia nos palcos, ocorrida no “Over Metal Fest 2021” em dezembro de 2021, até hoje, o grupo realizou diversas apresentações pelo Brasil e América do Sul, incluindo a presença em grandes festivais. “Ficamos imensamente felizes pelo convite e por voltar à São Paulo para tocar em um festival de Metal enorme como é o Summe Breeze Open Air Brasil. A segunda edição promete ser ainda melhor!”, comentou Jairo Guedz. “O festival acontece em abril e, por volta de junho, estimamos o lançamento do nosso segundo álbum. Então, não existiria uma maneira mais legal de fazermos uma espécie de pré-lançamento do disco”, acrescentou Alex Kafer.



HELLISH WAR


Foto: DIvulgação

Originária de Campinas (SP), a banda de heavy metal Hellish War conta com Bil Martins (vocal), Vulcano (guitarra), Daniel Job (guitarra), JR (baixo) e Daniel Person (bateria). O grupo foi formado em 1995 e é conhecido por suas performances energéticas e pela habilidade de criar músicas que remetem à era dourada do metal.

 Em 2001, lançou seu álbum de estreia, “Defender of Metal”, que ganhou reconhecimento no cenário nacional e internacional. Em álbuns como “Heroes of Tomorrow” (2008), “Keep It Hellish” (2013) e “Wine of Gods” (2019), a banda explora temas épicos, riffs poderosos e letras que refletem a essência do metal clássico.

 Há quase 30 anos o Hellish War vem mantendo a tradição de se fazer heavy metal à maneira clássica. Novas bandas e novas tendências desapareceram tão rapidamente quanto surgiram, ao passo que o Hellish War segue firme mantendo vivo esse legado. O grupo, que também tem em sua discografia o ao vivo “Live in Germany”, é reconhecido por suas performances ao vivo, tendo participado de importantes festivais, como Abril Pro Rock, tendo feito duas turnês na Europa e compartilhado o palco com outras bandas renomadas ao longo de sua jornada



Essa matéria foi feita com colaboração de Jeff Ferreira do site ArteCult.

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