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  • Foto do escritorMari Goé

Caravellus: "O “Inter Mundos” consolidou o Caravellus como um novo bastião do metal brasileiro"


-No novo álbum “Inter Mundos”, a banda homenageia o clássico escritor Ariano Suassuna. De onde surgiu a ideia de fazer esta homenagem?

Glauber Oliveira: O “Inter Mundos” traz um conceito alicerçado no nordeste do Brasil. É uma história própria, criada por mim, dentro de um universo metafísico sertanejo. Nessa história, eu trouxe a morte personificada por Ariano Suassuna. A Onça Caetana, seus três gaviões e a serpente Vermera. Cada uma destas bestas representa um tipo de morte. Este foi uma maneira de homenagear este grande escritor brasileiro, dentro de nossa obra.


-O álbum novo foi produzido no decorrer de 5 anos, certo? Qual foi a maior dificuldade que a banda encontrou neste caminho?

Glauber Oliveira: Sem dúvida, a pandemia de COVID-19. Nós trabalhamos em meio a incertezas, risco de vida etc. Foi um momento terrível. Em alguns momentos, tivemos que dar pausas intermitentes no processo de produção de maneira a mitigar ao máximo o efeito nocivo que a pandemia pudesse causar ao nosso resultado artístico do álbum. Como produtor, foi um grande desafio pra mim.


-“Inter Mundos” também contou com a participação de nomes como Elba Ramalho, Derek Sherinian, Hugo Mariutti e muitos outros. Como foi a experiencia de gravar com estes artistas?

Glauber Oliveira: Foi sensacional poder contar com grandes nomes do heavy metal nacional e mundial neste trabalho, bem como a lenda da música popular brasileira: Elba Ramalho.


-Pra você, quais as principais diferenças entre o novo álbum, e os dois anteriores?

Glauber Oliveira: As principais diferenças do “Inter Mundos” para os nossos dois primeiros álbuns são: 1) o fato de termos uma história conceitual como cerne, onde este “eixo” faz conexão com o trabalho instrumental do álbum. 2) o total aprofundamento da música brasileira nas partes instrumentais do álbum. 3) As músicas cantadas não apenas em inglês…mas, com muitas inserções em português.

O “Inter Mundos” consolidou o Caravellus como um novo bastião do metal brasileiro, trazendo sua própria forma de fazer heavy metal amalgamado às raízes brasileiras.


-Ainda sobre “Inter Mundos”, a arte da capa já é uma obra de arte por si só. Quem foi o artista responsável e como foi toda a concepção dela?

Glauber Oliveira: Neste novo trabalho do Caravellus, eu queria fugir das capas manipuladas em photoshop. Eu queria resgatar a magia que as capas clássicas do rock progressivo trouxeram em suas épocas. A capa do “Inter Mundos” foi feita pelo fantástico ilustrador, Marcus Ravelli.

Eu já conhecia o Quinho Ravelli desde os tempos em que fui guitarrista e produtor do Dark Avenger. Ele havia feito alguns trabalhos conosco. Eu contei toda a história por trás do “Inter Mundos” e pedi pra que ele criasse algo que trouxesse à tona toda a atmosfera mística que faz background ao álbum. Ele trouxe de forma repaginada, a personificação da Morte criada por Ariano Suassuna. Foi a fusão perfeita entre SOM & IMAGEM.

-Como foi o processo de composição das letras do álbum? Tem alguma letra específica que foi mais especial pra você?

Glauber Oliveira: Por se tratar de um álbum conceitual, cada canção traz de maneira poética um pequeno trecho da saga. Todas as letras tem sua relevância no “Inter Mundos”. Não conseguiria escolher uma apenas. Mas, confesso que conectar os trechos em português neste trabalho, foi algo extremamente desafiador e regozijante pra mim.


-O álbum também foi eleito o Melhor Álbum Nacional de 2022 pela Roadie Crew, qual foi a sensação de vocês com esta conquista?

Glauber Oliveira: Foi surreal. Me fez lembrar do início de tudo.

O mais bacana é que foram votos dos leitores da maior revista especializada em heavy metal do país… quase 15000 votos. Após o anúncio, lembro de ter recebido mensagem do Cláudio Vicentin, Editor da Roadie Crew, dizendo: “Vocês fizeram algo Grandioso!”


Glauber Oliveira - guitarrista

-Como vocês definiriam o espírito da banda? Pelo o que o Caravellus gostaria de ser lembrado?

Glauber Oliveira: O Caravellus é como uma embarcação poética que nos permite viajar aos mais variados horizontes musicais. O espírito é de desbravamento!
Espero que sejamos sempre lembrados como uma banda que constrói um legado baseado na originalidade. Que sejamos lembrados como uma banda com voz própria.

-Quais os próximos planos da banda?

Glauber Oliveira: Levar nosso show ao maior número de cidades possíveis!


-Agora pra finalizar a entrevista, gostaria de mandar um recado para a galera?

Glauber Oliveira: Gostaria de agradecer ao Bloody Mary pelo espaço. Convido à todos para que nos sigam em nossas mídas sociais no instagram @caravellus & facebook. Aguardamos todos vocês em nosso INTER MUNDOS TOUR!!!!! SAIL WITH US!!!!


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